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WEG dá vida ao 1º ônibus elétrico movido a energia solar brasileiro

22 de abril de 2019

Quando fundaram a WEG, em 1961, Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus não imaginavam os desafios e conquistas que viriam nos anos seguintes, mas sabiam da importância de estarem sempre atentos às mudanças de mercado e ter bom faro para adiantar as tendências do segmento de motores.

Foi seguindo estes ideais que a empresa se estabeleceu como líder mundial no fornecimento de soluções energéticas e olha para o futuro como algo que já começou. Famosa pela produção de motores elétricos, a WEG dá passos largos em direção às energias limpas e renováveis que, além de preservar o planeta, se mostram igualmente profícuas.

O primeiro ônibus elétrico movido a energia solar do Brasil é prova dessa busca constante pela inovação. A iniciativa, idealizada pelo professor do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Ricardo Rüther, recebeu inversores e motores de tração da WEG. Este é apenas um dos projetos da empresa voltados para a geração de energia limpa.

O ônibus deve começar a circular em Florianópolis no mês de março e será utilizado para o transporte de alunos, professores e funcionários da UFSC. As recargas do veículo serão realizadas na estação de energia solar do Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica da universidade.

Como funciona o ônibus elétrico da UFSC

O ônibus elétrico contou com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e cerca de R$ 1 milhão foi investido em tecnologia. O veículo fará o percurso de 50km entre o campus e o Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica, no Sapiens Parque, e reduzirá em um terço o tempo gasto para o deslocamento.

A WEG contribuiu com o projeto fornecendo, entre outras peças, o sistema de propulsão elétrica do ônibus. Ele leva a energia das baterias até o inversor de tração que controla o motor e entrega a força para o veículo se movimentar.

O ônibus elétrico da UFSC também surpreende pela tecnologia de frenagem regenerativa. Quando se movimentam, as rodas geram energia e no momento em que o veículo freia, esta energia é enviada novamente para as baterias e reaproveitada.

O ônibus foi elaborado seguindo o conceito de “Deslocamento Produtivo” que garante que os passageiros não fiquem ociosos durante o trajeto. O veículo conta com Internet Wi-fi de alta velocidade e dispõe de uma mesa de reuniões para que professores e estudantes possam utilizar para fins acadêmicos nas viagens.

A eletrificação do mundo

Para os engenheiros Alex Sandro Barbosa e Eduardo José Batista, projetos como este representam o futuro. “Há uma movimentação mundial para a troca de matriz energética e a WEG está atenta a isso”, comenta Alex. Eles consideram que a WEG está em posição de destaque no processo de eletrificação pela qual o mundo está passando.

“Nós estamos sempre um passo à frente, enxergando o futuro”, garante Alex. Uma das primeiras aventuras da empresa na área de energia renovável aconteceu em 2003 com o carro elétrico pilotado por Werner Voigt durante um desfile de 7 de Setembro.

Alex e Eduardo explicam que a energia elétrica pode ser obtida de outras fontes que não sejam fósseis, caso de combustíveis como a gasolina e o diesel. “O uso da luz solar e dos ventos, na energia eólica, são os exemplos mais comuns”, afirma Eduardo.

Os engenheiros são enfáticos sobre a importância de investimentos em fontes renováveis. “Até 2050, é provável que não existam mais veículos movidos à combustíveis fósseis”, alerta Alex.

Segundo a ONU, quando pensamos em mobilidade urbana, os veículos particulares não podem ser a prioridade. Por isso, a organização aconselha que os maiores investimentos em tecnologias sustentáveis sejam direcionados para veículos de transporte coletivo.

A WEG segue esta orientação e não poupa esforços produzindo soluções elétricas para ônibus e trólebus movidos a energia renovável.

Parceria de resultados

O ônibus elétrico movido a energia solar não é o primeiro resultado excepcional da parceria de longa data entre a UFSC e a WEG. Em 2015, outro projeto de transporte coletivo movido a energia solar ganhou destaque nacional: um barco utilizado pelos estudantes da comunidade ribeirinha de Ilha das Onças, em Barcarena, no Pará.

O barco conta com motores elétricos e inversores produzidos pela WEG, que são responsáveis pelo sistema de propulsão com refrigeração a água. Além disso, a embarcação possui banco de baterias com autonomia para cinco horas de navegação e capacidade para acomodar 22 pessoas.

Energia dos ventos

Assim como a luz solar, a energia dos ventos também pode ser utilizada para gerar eletricidade e a WEG tem investido nesta alternativa. Em 2016, a empresa reduziu custo das turbinas eólicas na intenção de conquistar o mercado externo.

Considerando que o Brasil está na lista de maiores produtores de energia eólica do mundo, segundo levantamento do Ministério de Minas e Energia, a estratégia é mais do que acertada.

Em entrevista à revista Época Negócios, o diretor de energia eólica da WEG, João Paulo Gualberto, revelou que a empresa já soma 700 megawatts em turbinas eólicas vendidas, o que garantirá a plena ocupação da fábrica até meados de 2018.

Para ele, o governo também deve contribuir com o crescimento deste mercado. "O governo tem que olhar para o setor eólico com visão estratégica", disse Gualberto.

Orgulho em pertencer

Os engenheiros Alex Barbosa e Eduardo Batista não escondem o orgulho que sentem por trabalhar em uma empresa que está sempre de olho no futuro. Eduardo, que atuou como coordenador e analista do projeto do ônibus, é grato pela oportunidade.

“Fico imensamente feliz de participar deste momento único e inovador. Iniciativas como esta representam um futuro que já chegou e só depende da demanda e de políticas públicas para deslanchar”, garante Eduardo.

Alex Barbosa também reconhece o papel inovador da WEG. “Sou grato por trabalhar aqui buscando tecnologias aliadas à uma necessidade futura que é a mobilidade elétrica”, comenta. “Analisando o mercado global, eu não consigo encontrar nenhum produto que tenha sido feito e que a WEG não tenha a capacidade de fazer”, finaliza.

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